No âmbito do estudo quantitativo sobre o mercado de FM em Portugal, a APFM analisou, entre outros indicadores, as 100 Maiores Empresas Consumidoras de “Vigilância e Segurança”, “Conservação e Reparação”, “Energia e Fluídos” e “Limpeza, Higiene e Conforto”, constituíndo 4 Rankings, um para cada uma destas área de serviços.

Maiores consumidores de serviços de Facilities reduzem em 6% os seus consumos em 2015

 

O gasto agregado destas empresas clientes nestas 4 áreas, normalmente geridas pelas área de FM, foi de 3,24 mil milhões de euros em 2014 e de 3,03 mil milhões de euros em 2015, o que representa uma redução de 6%.

Se considerarmos que esta análise é a preços correntes, e a inflação em 2015 foi de 0,5%, a redução é ainda superior.

Embora estes serviços sejam influenciados por inúmeros fatores, os dois que consideramos mais relevantes, dos disponíveis para análise, são a faturação dos clientes dos serviços bem como o seu número de colaboradores.

Maiores consumidores de serviços de Facilities reduzem em 6% os seus consumos em 2015

 

Sobre os estudos quantitativos da APFM
O facto de estes valores serem extraídos das IES (Informação Empresarial Simplicada, submetida anualmente pelas empresas ao Ministério das Finanças) permite-nos aceder a um enorme manancial de informação mas, ao mesmo tempo, não nos assegura que exista um procedimento homogeneizado relativamente à forma como essa informação é submetida (também as instituições financeiras não são analisadas nestes estudos por terem os balanços estruturados de forma diferente).
Nesta amostra existe uma grande diversidade de empresas e alguns possíveis enviesamentos ditados pelas características e tipologias destas, por exemplo: no caso de holdings, em que é normal existir um elevado volume de faturação e um número de colaboradores reduzido; empresas industriais com estruturas de custos e necessidade diferentes de empresas de serviços ou de trading, de hospitais ou de hotéis.
Outros enviesamentos podem também advir de diferentes formas de catalogar e desagregar custos ou de diferentes rácios subcontratação (uma vez que os FSE’s apenas consideram trabalho subcontratado).
Mas mais do que chegar a uma conclusão, o objetivo deste exercício é o de dar visibilidade e sublinhar a importância de se analisarem indicadores relacionados com os custos de ocupação e com o seu impacto na satisfação dos utilizadores e na pegada ecológica dos espaços, gerando a discussão entre os profissionais.
Para saber mais informações sobre os nossos estudos, poderá aceder à nossa página Marketing Intelligence.